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Sobre a palavra domínio

 Minha cara Luce, segundo o dicionário, a palavra domínio significa "conhecimento seguro e profundo, supremacia em dirigir e governar ações de outrem, autoridade, soberania, entre outros. Caminhamos em linhas paralelas, embora convirjamos em alguns pontos e transformemos as situações. Essa convergência é uma via de mais dupla, pois, ora dominamos, ora somos dominados. Nesse contexto, abrimos leques de interpretações incontáveis. Primando pela via religiosa, percebemos o domínio negativo, uma vez que a maioria das pessoas esqueceram do amor, do amar, da solidariedade, do carinho. Perderam no tempo as boas relações entre as famílias. Esqueceram do amor de Deus, não buscam mais a palavra de vida. E o resultado? Um mundo desumano, de sorrisos disfarçados, de amores descartáveis, de consciência indigesta e seletiva. Isso abre espaço para a discussão social, na qual e pela qual todas as coisas acontecem. A grosso modo, o que vemos como centro dos pensamentos na sociedade é a promoção da...
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  Boi Preá: uma saga elucidada?           Na última quarta-feira, dia 3 de dezembro, no município de Elesbão Veloso, Piauí. aconteceu mais uma carreira do boi mais famoso do Brasil na atualidade, o boi Preá.                     Vaqueiros de vários estados do Nordes te tentaram laçar o animal, que mais parecia um foguete, sem nenhum sucesso. Várias apostas foram feitas, muitos vaqueiros de renome frustraram suas carreiras ao serem derrotados pelo famoso boi Preá.       Assim, meio sem muita explicação, diante da maestria do animal, o boi foi pego. Do nada. Misteriosamente, os vaqueiros piauienses laçaram o boi e, mesmo numa mata tão cheia de garranchos, eles não tiveram sequer um arranhão.       Um animal jovem, experiente, feito na farra de pega de boi no mato. Um animal que prometia muitos anos de histórias pela frente. Muitas histórias rodeiam o fim de...

Olhares intrínsecos

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A bolsa azul

 Do céu veio a cor E a coloriu  Do céu veio o brilho  Que ofusca os pensamentos Que produz os sentimentos  A bolsa ficou azul! Azul que traz vida... Mesmo que escorram lágrimas. Azul que tem memórias  Mesmo que  não venha   Colorir as histórias . Azul que furta a cor , Que muda com a cor  A bolsa azul sou eu! A bolsa azul é você ! ' Mas por ser azul e ser aqui Celebrar os momentos sem déjà vu Pois ser única cada dia É o que a torna feliz assim!  Beth Ferreira

Pôr do sol

 Quantos pores do sol contam minha história? Quantos pores do sol descontam, de mim, As lágrimas derramadas? Quantos pores do sol derramam em mim Nostalgia, sabores e saudades!! Cada cor desse quadro é um norte O calor desse quadro é um forte E o quadro completo é o ninho O ninho da minha história  Quantos pores do sol  Ainda contarão a minha história? Em quantos pores do sol  Verei pintada a minha face? Quantos pores do sol  Verei sonhar com a lua? As respostas caem com as tardes Cujos dias o tempo lapidou Beth Ferreira 

O jogador de futebol e o vaqueiro

 Os homens correm com alegria toda a vida. O jogador de futebol corre ofegante atrás da bola, dribla, faz finta e busca o gol. O vaqueiro vara a caatinga, busca o boi nos varedos até que o laça. O jogador cai gramado e chuta a bola de lado. O vaqueiro sai latanhado, seu prêmio é o boi laçado. O jogador veste roupa fina. O vaqueiro veste o terno de couro. O jogador é o craque de finta. O vaqueiro é um mestre do laço e aboiador. No gramado ou na caatinga, a luta é renhida. Mas é na caatinga que a coragem é mais forte, pois o homem lança sua sorte no lombo de seu cavalo, entrega a Deus a sua vida e corre voando no mato, vivendo a sua sina. O jogador, tão ligeiro, corre atrás da bola com seus parceiros. O vaqueiro traz consigo a coragem, o sonho e seu cavalo, o seu laço e uma parceria que à humana se compara. No mato eles correm o boi, que no laço, confere aos dois a vitória da empreitada e o seu canto ecoa no sertão por todos os lados, eternizando nas toadas a magia da vaquejada. Beth...

RASCUNHO

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Viagem intrínseca

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Nos rascunhos reais.  

Poemas

  Canção de minha terra Minha terra não tem palmeiras Nem Palmares tenho eu cá Mas tenho meus pardaizinhos Que junto a outros passarinhos Encantam o meu lugar   Minha terra não tem clássicos Mas tem vaqueiros a aboiar Tem o forró pé de serra Que as moças nas janelas Já conhecem e vêm dançar   Minha terra tem poesia Mais linda que eu já ouvi falar Tem mais notas que as músicas Dos violeiros a tocar Tem amor e sinceridade Cartão postal do lugar   Minha terra tem sabores Os quais nunca vi noutro lugar Aqui tudo parece doce Você precisa provar Depois que a gente prova Nunca mais quer se apartar   Minha terra é seca, eu sei Mas tem verde no seu secar Guardado como em gavetas Esperando a chuva voltar Por isso que o sertanejo Consegue tudo suportar   Minha terra, meu coração Com seu povo, tesouro desse chão Seu verde é meu pulmão A sua seca é minha coragem A sua força minha identidade. Bet...

JOGRAL SOBRE LÍNGUA PORTUGUESA

  JOGRAL: QUAL É SUA LÍNGUA? TODOS ENTRAM CANTANDO DUAS ESTROFES DA MÚSICA “CUITELINHO”. Cheguei na beira do porto Onde as ondas se espáia As garça dá meia vorta E senta na beira da praia E o cuitelinho não gosta Que o botão de rosa caia, iá   A tua saudade corta Como aço de navaia O coração fica aflito Bate uma, a outra faia Os zóio se enche d'água Que até a vista se atrapaia, iá   ENTREOLHAM-SE E SE PERGUNTAM: QUAL É SUA LÍNGUA? E RECUAM . ANNE: EU FALO A LÍNGUA PORTUGUESA. PAULO HENRIQUE: EU FALO A LÍNGUA PORTUGUESA. TODOS: EU FALO A LÍNGUA PORTUGUESA! CAMYLA : O BRASIL É MUITO GRANDE E RICO EM SEU FALAR. RYAN: MAS EXISTE UM PRECONCEITO PELO MEU JEITO DE FALAR. KASSANDRA: MAS PARA TUDO HÁ UMA EXPLICAÇÃO. ELOÍSA : E É SOBRE ISSO QUE VAMOS FALAR. ISAQUE: O PRECONCEITO LINGUÍSTICO RESULTA DA COMPARAÇÃO INDEVIDA DO MODELO IDEALIZADO DE LÍNGUA E OS MODOS REAIS DE FALAR DAS PESSOAS. BEATRIZ: VOCÊ GOSTA DE PÃO FRANCÊS? ...

Viagem ao Museu Maria Bonita

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 Conhecer o seio familiar de uma pessoa, o seu legado, a sua história, os seus próximos, tornam essa pessoa memorável. Ao visitar o Museu Maria Bonita, me fez pensar nas diversas faces dessa mulher simples e, ao mesmo tempo, sofisticada. Sim, sofisticada, pois uma mulher nascida no sertão baiano, onde a seca e as dificuldades são tão presentes, não se consegue imaginar alguém de tanta coragem e engenhosidade igual a Maria de Déia. Há, porém, uma ambiguidade nesse comportamento. Maria foi corajosa ou imprudente? O fato é que ela largou tudo pelo cangaceiro. Deixou para trás a família e um lar e entrou na caatinga com a mesma sede de Virgulino. Isso foi sinônimo de força ou de falta "de juízo", como diriam nossos avós? Filha de pessoas humildes, Maria foi a rainha do cangaço. Mesmo depois de tanto tempo, ainda é estudada e exaltada em seu lugar, terra de "olho por olho, dente por dente". Entrar na casa em que ela nasceu é abrir um livro de história e passear nele. E a...
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  Era um homem e um menino Numa tarde de um junho por aí um homem e um menino caminham atrás de um sonho um homem e um menino, numa marcha em liberdade uma estrada de muitos versos um caminho de histórias. Era um homem e um menino num caminho um destino desde menino um encanto no sangue em que nasceu na terra que quase brotou na história que sempre viveu. Era um homem e um menino os dois desenhavam um destino os dois sonhavam um carinho os dois amavam o mesmo ninho. Era um homem e um menino um menino e um homem os dois se confundiam nos traços os dois se pareciam nos passos ora homem, ora menino! Beth Ferreira

CARTA PARA LUCE

  Minha cara Luce      Todos os dias amanhecem do mesmo jeito. A noite vai embora sorrateira, o sol assume o lugar iluminando o mundo, os galos cantam aqui , ali e acolá. As chaminés soltam fumaça no ar e desenham no céu com sua cor cinza, levando junto o cheiro do café e do cuscuz. Tudo muito trivial. Mas há algo de diferente no dia de hoje!      Sabe, Luce, não foi o orvalho que molhou a terra e nem o sol que fez levantar os cheiros do mato e da terra molhada. Foi a chuva!      A chuva caiu e escorreu pelo campo, rabiscando um fio de esperança no coração do sertanejo labutador. A chuva trouxe o anúncio de uma vida mais preenchida, mais vivida, mais desenvolvida. Sei que o pensamento é também um tanto trivial. Eu sei. Mas também sei que, assim como "não entramos no mesmo rio duas vezes", também não acordamos igual cada dia da semana, embora a cada sete dias este dia se repita.      Creio que o mistério vindo da chuva é q...