Boi Preá: uma saga elucidada?

    


    Na última quarta-feira, dia 3 de dezembro, no município de Elesbão Veloso, Piauí. aconteceu mais uma carreira do boi mais famoso do Brasil na atualidade, o boi Preá.                 Vaqueiros de vários estados do Nordeste tentaram laçar o animal, que mais parecia um foguete, sem nenhum sucesso. Várias apostas foram feitas, muitos vaqueiros de renome frustraram suas carreiras ao serem derrotados pelo famoso boi Preá.
     Assim, meio sem muita explicação, diante da maestria do animal, o boi foi pego. Do nada. Misteriosamente, os vaqueiros piauienses laçaram o boi e, mesmo numa mata tão cheia de garranchos, eles não tiveram sequer um arranhão.  

    Um animal jovem, experiente, feito na farra de pega de boi no mato. Um animal que prometia muitos anos de histórias pela frente. Muitas histórias rodeiam o fim dessa saga. Há história para todos os gostos e desgostos. Há quem tire o brilho do animal por ter encerrado a carreira de boi brabo. Há quem comente pejorativamente. A verdade? Chegou o dia do vaqueiro e o boi não teve chance de revidar.

        O homem veste um terno de couro e no ese enche de coragem. Monta em seu cavalo e parece blindar a alma contra todos os perigos. O cavalo parece entrar na alma de seu dono e mirar na presa a ser conquistada. E eles correm atrás de sua presa pela caatinga, sem pensar em perigo ou mazela, apenas em pegar o boi e o exibir como prêmio.

    Quem venceu essa batalha? O boi se deixou ser vencido? Os vaqueiros foram mais espertos? O fato é que agora todos ignoram a grandeza do boi. É como quando Dalila cortou os cabelos de Sansão e ele perdeu sua força. Mas Sanção derrubou as colunas do templo.

    De qualquer sorte, devemos enaltecer os vaqueiros que pegaram e laçaram o boi famoso, embora devamos crer e pensar nas regras para uma aposta feito essa. Pois como dito anteriormente, há histórias para todos os gostos e desgostos, o que me permite discorrer de forma livre e não direcionada.

    Aos donos do boi Preá, que venham mais animais feito esse para o seu curral e que possam abrilhantar cada vez mais a cultura de pega de boi no mato. Aos corajosos vaqueiros, que aprimorem suas táticas e laçem cada vez mais boi por esse sertão a fora.


Beth Ferreira



















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