Boi Preá: uma saga elucidada?
Um animal jovem, experiente, feito na farra de pega de boi no mato. Um animal que prometia muitos anos de histórias pela frente. Muitas histórias rodeiam o fim dessa saga. Há história para todos os gostos e desgostos. Há quem tire o brilho do animal por ter encerrado a carreira de boi brabo. Há quem comente pejorativamente. A verdade? Chegou o dia do vaqueiro e o boi não teve chance de revidar.
O homem veste um terno de couro e no ese enche de coragem. Monta em seu cavalo e parece blindar a alma contra todos os perigos. O cavalo parece entrar na alma de seu dono e mirar na presa a ser conquistada. E eles correm atrás de sua presa pela caatinga, sem pensar em perigo ou mazela, apenas em pegar o boi e o exibir como prêmio.
Quem venceu essa batalha? O boi se deixou ser vencido? Os vaqueiros foram mais espertos? O fato é que agora todos ignoram a grandeza do boi. É como quando Dalila cortou os cabelos de Sansão e ele perdeu sua força. Mas Sanção derrubou as colunas do templo.
De qualquer sorte, devemos enaltecer os vaqueiros que pegaram e laçaram o boi famoso, embora devamos crer e pensar nas regras para uma aposta feito essa. Pois como dito anteriormente, há histórias para todos os gostos e desgostos, o que me permite discorrer de forma livre e não direcionada.
Aos donos do boi Preá, que venham mais animais feito esse para o seu curral e que possam abrilhantar cada vez mais a cultura de pega de boi no mato. Aos corajosos vaqueiros, que aprimorem suas táticas e laçem cada vez mais boi por esse sertão a fora.
Beth Ferreira
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