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Mostrando postagens de setembro, 2025

Pôr do sol

 Quantos pores do sol contam minha história? Quantos pores do sol descontam, de mim, As lágrimas derramadas? Quantos pores do sol derramam em mim Nostalgia, sabores e saudades!! Cada cor desse quadro é um norte O calor desse quadro é um forte E o quadro completo é o ninho O ninho da minha história  Quantos pores do sol  Ainda contarão a minha história? Em quantos pores do sol  Verei pintada a minha face? Quantos pores do sol  Verei sonhar com a lua? As respostas caem com as tardes Cujos dias o tempo lapidou Beth Ferreira 

O jogador de futebol e o vaqueiro

 Os homens correm com alegria toda a vida. O jogador de futebol corre ofegante atrás da bola, dribla, faz finta e busca o gol. O vaqueiro vara a caatinga, busca o boi nos varedos até que o laça. O jogador cai gramado e chuta a bola de lado. O vaqueiro sai latanhado, seu prêmio é o boi laçado. O jogador veste roupa fina. O vaqueiro veste o terno de couro. O jogador é o craque de finta. O vaqueiro é um mestre do laço e aboiador. No gramado ou na caatinga, a luta é renhida. Mas é na caatinga que a coragem é mais forte, pois o homem lança sua sorte no lombo de seu cavalo, entrega a Deus a sua vida e corre voando no mato, vivendo a sua sina. O jogador, tão ligeiro, corre atrás da bola com seus parceiros. O vaqueiro traz consigo a coragem, o sonho e seu cavalo, o seu laço e uma parceria que à humana se compara. No mato eles correm o boi, que no laço, confere aos dois a vitória da empreitada e o seu canto ecoa no sertão por todos os lados, eternizando nas toadas a magia da vaquejada. Beth...