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Pôr do sol

 Quantos pores do sol contam minha história? Quantos pores do sol descontam, de mim, As lágrimas derramadas? Quantos pores do sol derramam em mim Nostalgia, sabores e saudades!! Cada cor desse quadro é um norte O calor desse quadro é um forte E o quadro completo é o ninho O ninho da minha história  Quantos pores do sol  Ainda contarão a minha história? Em quantos pores do sol  Verei pintada a minha face? Quantos pores do sol  Verei sonhar com a lua? As respostas caem com as tardes Cujos dias o tempo lapidou Beth Ferreira 

O jogador de futebol e o vaqueiro

 Os homens correm com alegria toda a vida. O jogador de futebol corre ofegante atrás da bola, dribla, faz finta e busca o gol. O vaqueiro vara a caatinga, busca o boi nos varedos até que o laça. O jogador cai gramado e chuta a bola de lado. O vaqueiro sai latanhado, seu prêmio é o boi laçado. O jogador veste roupa fina. O vaqueiro veste o terno de couro. O jogador é o craque de finta. O vaqueiro é um mestre do laço e aboiador. No gramado ou na caatinga, a luta é renhida. Mas é na caatinga que a coragem é mais forte, pois o homem lança sua sorte no lombo de seu cavalo, entrega a Deus a sua vida e corre voando no mato, vivendo a sua sina. O jogador, tão ligeiro, corre atrás da bola com seus parceiros. O vaqueiro traz consigo a coragem, o sonho e seu cavalo, o seu laço e uma parceria que à humana se compara. No mato eles correm o boi, que no laço, confere aos dois a vitória da empreitada e o seu canto ecoa no sertão por todos os lados, eternizando nas toadas a magia da vaquejada. Beth...

RASCUNHO

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Viagem intrínseca

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Nos rascunhos reais.  

Poemas

  Canção de minha terra Minha terra não tem palmeiras Nem Palmares tenho eu cá Mas tenho meus pardaizinhos Que junto a outros passarinhos Encantam o meu lugar   Minha terra não tem clássicos Mas tem vaqueiros a aboiar Tem o forró pé de serra Que as moças nas janelas Já conhecem e vêm dançar   Minha terra tem poesia Mais linda que eu já ouvi falar Tem mais notas que as músicas Dos violeiros a tocar Tem amor e sinceridade Cartão postal do lugar   Minha terra tem sabores Os quais nunca vi noutro lugar Aqui tudo parece doce Você precisa provar Depois que a gente prova Nunca mais quer se apartar   Minha terra é seca, eu sei Mas tem verde no seu secar Guardado como em gavetas Esperando a chuva voltar Por isso que o sertanejo Consegue tudo suportar   Minha terra, meu coração Com seu povo, tesouro desse chão Seu verde é meu pulmão A sua seca é minha coragem A sua força minha identidade. Bet...

JOGRAL SOBRE LÍNGUA PORTUGUESA

  JOGRAL: QUAL É SUA LÍNGUA? TODOS ENTRAM CANTANDO DUAS ESTROFES DA MÚSICA “CUITELINHO”. Cheguei na beira do porto Onde as ondas se espáia As garça dá meia vorta E senta na beira da praia E o cuitelinho não gosta Que o botão de rosa caia, iá   A tua saudade corta Como aço de navaia O coração fica aflito Bate uma, a outra faia Os zóio se enche d'água Que até a vista se atrapaia, iá   ENTREOLHAM-SE E SE PERGUNTAM: QUAL É SUA LÍNGUA? E RECUAM . ANNE: EU FALO A LÍNGUA PORTUGUESA. PAULO HENRIQUE: EU FALO A LÍNGUA PORTUGUESA. TODOS: EU FALO A LÍNGUA PORTUGUESA! CAMYLA : O BRASIL É MUITO GRANDE E RICO EM SEU FALAR. RYAN: MAS EXISTE UM PRECONCEITO PELO MEU JEITO DE FALAR. KASSANDRA: MAS PARA TUDO HÁ UMA EXPLICAÇÃO. ELOÍSA : E É SOBRE ISSO QUE VAMOS FALAR. ISAQUE: O PRECONCEITO LINGUÍSTICO RESULTA DA COMPARAÇÃO INDEVIDA DO MODELO IDEALIZADO DE LÍNGUA E OS MODOS REAIS DE FALAR DAS PESSOAS. BEATRIZ: VOCÊ GOSTA DE PÃO FRANCÊS? ...

Viagem ao Museu Maria Bonita

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 Conhecer o seio familiar de uma pessoa, o seu legado, a sua história, os seus próximos, tornam essa pessoa memorável. Ao visitar o Museu Maria Bonita, me fez pensar nas diversas faces dessa mulher simples e, ao mesmo tempo, sofisticada. Sim, sofisticada, pois uma mulher nascida no sertão baiano, onde a seca e as dificuldades são tão presentes, não se consegue imaginar alguém de tanta coragem e engenhosidade igual a Maria de Déia. Há, porém, uma ambiguidade nesse comportamento. Maria foi corajosa ou imprudente? O fato é que ela largou tudo pelo cangaceiro. Deixou para trás a família e um lar e entrou na caatinga com a mesma sede de Virgulino. Isso foi sinônimo de força ou de falta "de juízo", como diriam nossos avós? Filha de pessoas humildes, Maria foi a rainha do cangaço. Mesmo depois de tanto tempo, ainda é estudada e exaltada em seu lugar, terra de "olho por olho, dente por dente". Entrar na casa em que ela nasceu é abrir um livro de história e passear nele. E a...