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Olhares intrínsecos

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A bolsa azul

 Do céu veio a cor E a coloriu  Do céu veio o brilho  Que ofusca os pensamentos Que produz os sentimentos  A bolsa ficou azul! Azul que traz vida... Mesmo que escorram lágrimas. Azul que tem memórias  Mesmo que  não venha   Colorir as histórias . Azul que furta a cor , Que muda com a cor  A bolsa azul sou eu! A bolsa azul é você ! ' Mas por ser azul e ser aqui Celebrar os momentos sem déjà vu Pois ser única cada dia É o que a torna feliz assim!  Beth Ferreira

Pôr do sol

 Quantos pores do sol contam minha história? Quantos pores do sol descontam, de mim, As lágrimas derramadas? Quantos pores do sol derramam em mim Nostalgia, sabores e saudades!! Cada cor desse quadro é um norte O calor desse quadro é um forte E o quadro completo é o ninho O ninho da minha história  Quantos pores do sol  Ainda contarão a minha história? Em quantos pores do sol  Verei pintada a minha face? Quantos pores do sol  Verei sonhar com a lua? As respostas caem com as tardes Cujos dias o tempo lapidou Beth Ferreira 

O jogador de futebol e o vaqueiro

 Os homens correm com alegria toda a vida. O jogador de futebol corre ofegante atrás da bola, dribla, faz finta e busca o gol. O vaqueiro vara a caatinga, busca o boi nos varedos até que o laça. O jogador cai gramado e chuta a bola de lado. O vaqueiro sai latanhado, seu prêmio é o boi laçado. O jogador veste roupa fina. O vaqueiro veste o terno de couro. O jogador é o craque de finta. O vaqueiro é um mestre do laço e aboiador. No gramado ou na caatinga, a luta é renhida. Mas é na caatinga que a coragem é mais forte, pois o homem lança sua sorte no lombo de seu cavalo, entrega a Deus a sua vida e corre voando no mato, vivendo a sua sina. O jogador, tão ligeiro, corre atrás da bola com seus parceiros. O vaqueiro traz consigo a coragem, o sonho e seu cavalo, o seu laço e uma parceria que à humana se compara. No mato eles correm o boi, que no laço, confere aos dois a vitória da empreitada e o seu canto ecoa no sertão por todos os lados, eternizando nas toadas a magia da vaquejada. Beth...

RASCUNHO

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Viagem intrínseca

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Nos rascunhos reais.  

Poemas

  Canção de minha terra Minha terra não tem palmeiras Nem Palmares tenho eu cá Mas tenho meus pardaizinhos Que junto a outros passarinhos Encantam o meu lugar   Minha terra não tem clássicos Mas tem vaqueiros a aboiar Tem o forró pé de serra Que as moças nas janelas Já conhecem e vêm dançar   Minha terra tem poesia Mais linda que eu já ouvi falar Tem mais notas que as músicas Dos violeiros a tocar Tem amor e sinceridade Cartão postal do lugar   Minha terra tem sabores Os quais nunca vi noutro lugar Aqui tudo parece doce Você precisa provar Depois que a gente prova Nunca mais quer se apartar   Minha terra é seca, eu sei Mas tem verde no seu secar Guardado como em gavetas Esperando a chuva voltar Por isso que o sertanejo Consegue tudo suportar   Minha terra, meu coração Com seu povo, tesouro desse chão Seu verde é meu pulmão A sua seca é minha coragem A sua força minha identidade. Bet...