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Curubinha, a nova rainha!

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 O campo quilombola do Ranchinho, no município de Porto da Folha, é palco de grandes festas de pega de boi no mato. De toda parte vem gente para ver os animais que brincam com os homens de "pic esconde". Para a festa, vale o trocadilho. De lá muitos animais saíram vencedores. Animais comuns, mas com espírito valente, que testaram a força e a coragem de homens e seus cavalos. A aposta da vez chama-se Curubinha. Ela cresceu ao lado de uma não menos famosa, a Cartucho, que teve seus dias de glória e um dia deixou-se pegar numa grande aposta.  Curubinha parece uma adolescente recatada. Dentro do curral, jamais deixa claro seu potencial esportivo. Mas é valente, não se exibe, apenas corre e faz correr atrás dela. Ela se esconde nos varedos e despista cavalo e vaqueiro, de modo que não há quem a alcance. E a festa é bilateral. De um lado os sorridentes, aqueles que apostaram na vaca e fizeram boa aposta. Do outro, os indignados, pois apostaram errado. E trocam teorias diversas, tom...

Aposta é aposta! Um dia é do vaqueiro, o outro é da vaca!

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 Chega o dia em que o homem disputa com o animal, tentando provar qual dos dois é melhor em suas performances. Surge, então, as figuras dos vaqueiros, dos apostadores, dos donos de gado bravo e o próprio gado. É uma festa! Vem gente de toda parte. Una torcem pelos vaqueiros, outros torcem, vibram e gritam pelo gado. Hoje a vez foi da vaca Curubinha, que está fazendo história, despistando vaqueiros afamados.  Em meio  Ao som do carro, da cerveja, da dança na poeira, todos esperam ansiosos pelo resultado. Alguma gritam que a "vaca foi pro reio", outros dizem que ela foi embora. Enquanto os vigias não confirmam, a espera resulta de muita conversa, brincadeira, reencontros, histórias sem fim, e muitos protagonistas e contra-regras, aqueles que fazem a festa acontecer. Mas o dia hoje foi da vaca. A curubinha foi embora, majestosa, serelepe, cheia de façanhas, as quais deixaram os vaqueiros desnorteados. Não sabemos quando será o dia do vaqueiro pegar a curubinha. Até lá, mais ...

Veneração

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No silencioso olhar

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Carta para Luce sobre o tempo

 Minha cara Luce  O tempo é o medidor de distância mais severo que existe. Ele separa tudo e todos. Não pergunta, não acalma, não aplaca sua ira, leva tudo, muitas vezes sem nos dar respostas. Mas ele também cria sons, tons e melodias infinitas, as quais sempre ressoam em nossas lembranças e nos fazem acreditar em dias sempre bons. O bom disso tudo é que , mesmo impotentes, somos capazes de recriar as memórias e reviver momentos como se fossem no presente. Ah, Luce, quantas coisas o tempo, faca de dois gumes, nos tira e nos dá! Primeiro nos apresenta a vida e vai criando degraus, fazendo com que nos surpreendamos com nós mesmos, a ponto de nos "adultecer" sem perder a magia dos primeiros passos. Depois traça uma linha chamada destino e solta nossas mãos, para que aprendamos a discernir, ponderar e aprender a aprender. No final, ele nos leva a descansar e guarda de nós a saudade. Assim, nunca nos esvaímos, sempre reexistimos. Há muito a se dizer sobre o tempo. Nem tenhas dúvid...

Um olhar sereno

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